quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Sobre a dor alheia
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Marcha para ou com Jesus?
sábado, 31 de outubro de 2009
Reformando a Reforma
"Igreja Reformada; sempre reformando". Esse é um dos grandes lemas do segmento cristão que teve sua origem na Reforma Protestante. A Proposta de Martinho Lutero, ao anexar as 95 teses na porta da catedral de Wittenberg, não foi a de promover um movimento estanque; tampouco teve, o monge, a intenção de apenas reconstruir os laços da igreja de seus dias com o Cristianismo do primeiro século.
Lutero, bem como os demais reformadores, pretendiam construir, também, uma relação com o futuro. Como? Deixando às vindouras gerações uma demonstração da possibilidade e necessidade de mudanças constantes na igreja de Cristo.
O tão elogiado trabalho dos reformadores perde sua relevância, caso fique marcado apenas como um fato histórico do século dezesseis. A Reforma é, na verdade, um estímulo à mudanças constantes. Repensar a história é a função da igreja. Uma igreja verdadeiramente Reformada se contextualiza, repensa suas tradições, quebra paradigmas, e constrói sua história à luz do século em que vive.
Cômico, não fosse trágico, os que mais se orgulham da Reforma acabam por transformá-la em um paradigma intransponível. Parece que vivem com o lema "igreja reformada permanece na Reforma". Mostram, com isso, desconhecer o propósito dos que tanto lutaram no século XVI.
Como uma igreja reformada, precisamos encarar a proposta da Reforma como uma atividade ininterrupta, até que Cristo volte. As mudanças precisam ser constantes, pautadas pela coerência, conveniência e fidelidade às Escrituras. Gratos pelo passado, precisamos mudar o presente, construindo pontes que nos façam caminhar no futuro. Esse é o único jeito de sermos uma igreja reformada; sempre nos reformando.
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